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Segundo o IPEA o salário dos homens, considerando uma variável da população brasileira no que diz respeito a desigualdade social, é cerca de 24% maior que das mulheres, e nos cargos de gerência ou chefia, a diferença ainda é maior, 32% entre homens e mulheres, isto, considerando homens e mulheres brancos no ano de 2015, pois na população negra essa diferença é maior. A renda média do homem branco, considerando variáveis de 2009 a 2015 é de R$ 1.491,00, e as mulheres brancas tem um rendimento médio de R$ 957,00. Já, quanto aos homens negros, o salário médio é de R$ 833,50 e entre as mulheres negras é de R$ 544,40.images (1)

O IPEA apresentou pesquisa quanto a a taxa de desemprego entre homens brancos, informando que é de 5,33%, enquanto das mulheres brancas é de 9,2%. Já, quanto aos homens negros, a taxa de desemprego é de 6,6%, quanto as mulheres negras é de 12,5%.

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A carteira de trabalho assinada, a empregada doméstica, no ano de 1995, era de 17,8%, sendo que em 2015 subiu para 30,4%, no entanto, o trabalho de diarista que era 18,3% em 1995, subiu para 34,1% em 2015.

Quanto ao tempo de trabalho do homem está em torno de 46,1%, enquanto das mulheres 53,6%, ou seja, mulheres trabalham 7,5h a mais que os homens.

Todos estes dados comprovam que não existe igualdade material entre homens e mulheres, sendo que, as mulheres em cargos de direção, na política e em setores que influenciam políticas públicas é muito reduzido no Brasil.

 Mesmo em instituições como a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, dos 27 Estados da Federação, apenas Alagoas tem uma presidente, todavia, a instituição, no âmbito federal, nunca teve uma mulher como presidente, sendo que o atual conselho é composto por menos de 10% de advogadas, não obstante a quantidade de advogadas que exercem a profissão no país ultrapassou 50%. Quanto a cúpula da OAB Federal, a quantidade de mulheres em cargos de direção é nula, pois a atual diretoria é composta de homens.

Esses números devem ser levados em consideração quando se pugna por igualdade entre homens e mulheres em políticas públicas, como a igualdade na idade para aposentadoria, pois se as mulheres ainda não têm voz efetiva nos espaços públicos, trabalham mais, recebem menor salários, não se pode usar um discurso de igualdade entre homens e mulheres para justificar uma idade única neste país entre homens e mulheres.

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